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Hotelaria e Turismo PT

Novidades, curiosidades, notícias e tendências. Para opiniões reais sobre hotéis e restaurantes, siga a nossa rúbrica: Viagens a 2!

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Google e a (cada vez mais) Publicidade

think with google.png

 

A Google sabe e estuda o que faz online!

 

Este assunto é um pouco afastado do tema do blog, mas só aparentemente...

A forma como a Google recolhe e analisa toda a informação possível sobre o nosso comportamento online, tem servido de alavanca a várias indústrias, sendo uma das mais destacadas a Indústria do Turismo.

 

 

Através deste conhecimento do comportamento do utilizador, a Google chegou a várias teorias que ajudam a entender e prever cada vez melhor o que cada um de nós fará nos vários momentos em que interaje com a Internet.

 

Quando utiliza os serviços Google, tais como o Maps, a Pesquisa Google ou o YouTube, gera informações como locais onde vai, conteúdos que lhe interessam e pessoas que conhece. Estas informações podem ajudar a melhorar o funcionamento dos produtos Google para si de várias formas.

 

Para exemplificar o que a Google sabe de nós, basta ler as declarações de privacidade:

 

“Quando utiliza os serviços Google, tais como o Maps, a Pesquisa Google ou o YouTube, gera informações como locais onde vai, conteúdos que lhe interessam e pessoas que conhece. Estas informações podem ajudar a melhorar o funcionamento dos produtos Google para si de várias formas.”

 

 

E porquê esta trabalheira toda?

 

Se continuarmos a ler nas declarações de privacidade www.google.com/privacy, facilmente descobrimos o porquê:

 

“Os nossos sistemas automatizados analisam o seu conteúdo (incluindo emails) para lhe fornecer funcionalidades personalizadas relevantes do produto, como resultados da pesquisa personalizados, anúncios adaptados às suas necessidades e deteção de spam e programas maliciosos.”

 

 

Uma máquina de publicidade bem montada:

Google_Money_Machine.png

 

  • O Google, quer apresentar-nos melhor e mais segmentada publicidade!  
  • Porque publicidade melhor, é mais bem paga e mais utilizada; 
  • Dos mais de 60 Biliões de Dólares que a Google facturou em 2014, aproximadamente 96% desse valor veio de publicidade veio de Google Adwords & Google Adsense;
  • Desses 96% de facturação assente em publicidade, a grande maioria é feita em anúncios apresentados em versões desktop (computadores de secretária) ou laptop (portáteis);
  • Apesar disso, a publicidade em Mobile aumentou exponencialmente e apesar de a Google não indicar quanto faz de publicidade mobile, em final de 2013 estimava-se que seria cerca de 8 Biliões de Dólares e em 2014 esses valores estariam próximos dos 15 Biliões de Dólares.
  • Considerando que o tráfego mobile aumentou muito nos últimos 3-4 anos e que é agora responsável por mais de 50% de todo o trafégo mundial, é previsivel que esta facturação de publicidade mobile continue a aumentar. Inclusive, este não é um fenómero exclusivo de plataformas Google mas sim mundial, como o quadro abaixo indica.

 

 

 

 

mobile advertising revenue 2011-16 emarketeer.png

 

 

Todo este conhecimento aplicado à publicidade online funciona?

 

Sim claro! Quanto melhor conhecemos os nossos clientes, maior pode ser a relevância do que lhes mostramos e por isso mesmo, permite aumentar a eficiência do marketing digital.

 

Vamos dar como exemplo o recente estudo publicado pela Google este mês de Novembro sobre Holiday Shopping Trends 2015 ou Tendência de Compras nos Feriados 2015.

 

Deste estudo, ressalvam 3 pontos de enorme utilidade para qualquer pessoa interessada em marketing e vendas:

 

  1. O Mobile foca a maioria das vendas em períodos mais curtos.

Antigamente as pessoas costumavam planear autênticas maratonas de compras nos dias próximos ao Natal. Levantavam-se mais cedo para chegar antes ou mesmo na abertura das lojas, mas isso acabou. Com o aumento das compras online mobile, pode facilmente fazer as suas compras em casa, sem necessidade de ter de ser o “primeiro a chegar à loja”.  

 

  1. Cada vez mais pessoas compram via mobile.

As pesquisas mobile relacionadas com compra aumentaram exponencialmente (no estudo baseado no mercado US, o aumento foi mais de 120% vs ano passado).  Cada vez mais negócios compreendem que todos os anos um maior número de utilizadores faz pesquisa de produtos no seu smartphone para depois comprar nas lojas. Sem contar com aqueles que pesquisam nos seus telemóveis quando dentro da loja.

 

  1. Os vídeos no Youtube vão tornar-se mais e mais guias de produto, ideias de prenda, manuais, etc..

Fartos das mesmas prendas convencionais, os consumidores voltam-se para um local pleno de inspiração e ideias – o Youtube! Nele podem encontrar vídeos de utilizadores que filmam o momento exacto em que retiram produtos novos da caixa (fenómeno que em inglês se chama unboxing), fazem reviews online ou apresentam ideias de produtos.  

 

Se é um marketeer e desconhecia o acima, de certeza que a sua cabeça já está a fervilhar de ideias para aproveitar estas oportunidades que até há pouco tempo eram praticamente inexistentes.  

Enjoy!

 

 

Fontes: minterest.org, thinkwithgoogle.com  

 

Thomas Cook Group fecha a Hotels4U.com

hotels4u.com logo

 

O Grupo Thomas Cook decidiu encerrar definitivamente a marca Hotels4U.com, que tinha sido adquirida em 2008 por cerca de £22M (cerca de 31M€ ao câmbio actual). 

 

O website www.hotels4u.com exibe a seguinte mensagem desde a passada sexta-feira 20 de Novembro:

 

Pedimos desculpa, mas já não estamos a aceitar reservas. Mas não se preocupe, isso não significa que vai ter que passar horas à procura da sua próxima escapada porque continua a poder encontrar uma incrível variedade de hotéis no site da Thomas Cook. Basta procurar por “Thomas Cook Hotels” e será remetido diretamente para lá. Se já reservou uma estadia de hotel através da Hotels4U, por favor, não se preocupe com a sua reserva porque pode continuar com as suas férias como planeado. Se quiser conversar connosco sobre isso, nós stamos aqui para ajudá-lo; basta telefonar-nos em 01733 224 541 ou enviar um email para hotels4u@thomascook.com.
 

hotels4u shuts down.jpeg

 

Após vários hotéis terem contactado o representante da Thomas Cook em Portugal, o Sr. Gary Brown, foi transmitido o esclarecimento de que esta alteração não têm implicações de ordem financeira (não é uma falência) e está sim relacionada com comunicação e rebranding, sendo que a ideia do grupo é redireccionar todos os esforços de comunicação para a Thomas Cook, visto que a própria Hotels4U competia directamente com o website www.thomascook.com.

 

 

O que pensamos nós sobre o desaparecimento da Hotels4U?

 

Já por muitos anos se sabia que a Hotels4U não era uma operação grandemente lucrativa e que era suportada pela excelente performance B2B da Medhotels.

Faz sentido que em ambiente B2C a Thomas Cook passe a apostar numa única marca, de modo a concentrar esforços digitais, aumentar awareness e conversão.

 

Ainda assim, estamos de pé atrás com esta notícia. Porquê?

Em breve vamos apresentar mais esclarecimentos sobre este assunto.

 

 

 

Tripadvisor e os comentários falsos!

tripadvisor.jpg

 

Desde à muitos anos que a TripAdvisor tem sido objeto de rumores contra os comentários contidos no seu website.

 

Particularmente hoteleiros e donos de restaurantes, consideram que uma parte dos comentários presentes no maior site de viagens do mundo, são comentários injustos porque podem ser postados por qualquer pessoa, inclusive quem nunca foi ao hotel ou restaurante em casa (ao contrário da Booking.com que apenas permite comentários de utilizadores que comprovadamente ficaram no hotel).

 

Outros, vão mais longe e insinuam que existem comentários totalmente falsos, postados com o intuito de manipular resultados e rankings no website. Esses comentários alegadamente feitos pela concorrência, são por vezes irrealisticamente positivos para o estabelecimento que pretendem “ajudar” ou incorrectamente negativos para o estabelecimento que pretendem “prejudicar”.

 

Apesar de a Tripadvisor sempre dizer que monitoriza todos estes comportamentos e que age de modo a impedi-los, a realidade é que casos recentes como os do falso restaurante La Scaletta criado pela revista “Italia a Tavola”, que fabricou um restaurante imaginário de raiz, atribuindo vários comentários muito positivos de 5 estrelas, fazendo que o referido restaurante ficasse em 1º lugar para restaurantes na localidade de Moniga del Garda na região de Bréscia, retiram confiança do público em geral neste cada vez maior website de opiniões (e agora reservas).    

 

Apesar de o Tripadvisor ter removido este “restaurante”, mas só após ter sido informado da existência de um artigo no “Italia a Tavola” a informar o que tinham feito, ficou a certeza plena para o público em geral de que não só é possivel a manipulação de comentários no Tripadvisor, como se forem cautelosos talvez nunca venham a ser apanhados.

 

Este exemplo, é aliás sintomático de uma relação de amor-ódio entre os italianos e a Tripadvisor, porque não nos podemos esquecer que em Dezembro 2014, a Autoridade da Concorrência Italiana multou a Tripadvisor em €500,000 como consequência de queixas de práticas de negócio abusivas submetidas pela Associação Nacional de Hoteleiros em conjunto com uma Agencia de Proteção do Consumidor (similar à Deco).

 

Directamente relacionado com esta inoperabilidade, muitas empresas sem escrupulo tentam vender posicionamento no Tripadvisor a hoteis e restaurantes (raramente a hoteis e restaurantes de cadeias e menos comum em Portugal).

 

Quem está na industria à alguns anos, talvez já tenha sido abordado por um destes “amigos” que promete aumentar-lhes o destaque neste website, utilizando para isso outros “amigos” e esquemas que favorecem a colocação de comentários em quantidade e qualidade suficientes para aumentar muito o seu rating e consequente ranking na página, algo que está em completo desacordo com algumas das normas de utilização do website.

 

Aparentemente, só agora a Tripadvisor descobriu a existência disto…

 

Assim, num press release feito pelo seu CEO Steven Kaufer, o Tripadvisor avisa hoteleiros, donos de restaurantes e outros estabelecimentos da existência destas tentativas de actividade fraudulenta.  

 

Aparentemente não existe uma razão específica para o envio desta carta, apesar de na nossa opinião parecer que se trata de algum compromisso com Autoridades da Concorrência que à semelhança da Autoridade Italiana se preparariam para aplicar avultadas multas.

 

Aqui está uma cópia da carta (em inglês).   

carta ceo tripadvisor.jpg

 

 

Fonte: Tnooz

Hotéis: como aumentar reservas directas em 5 passos (ou mais)

 book_directly.jpg

 

De todas as reservas em hotelaria, as reservas mais rentáveis são as reservas que o cliente faz directamente consigo, sem intervenção de um intermediário a quem ainda tem de se pagar uma comissão ou um fee de  negócio.

 

Num mercado onde é exigida cada vez maior eficiência na rentabilidade mas onde paralelamente existe um cada vez maior domínio das Agências de Viagem, sejam elas agências de viagens online ou offline, é cada vez mais essencial para o hoteleiro ter uma estratégia para aumentar as reservas directas do seu hotel.

 

As reservas directas chegam maioritariamente via website oficial, através da “antiga” mas muito eficiente chamada telefónica e, dependendo da localização do seu hotel, dos walkins i.e. clientes que entram na unidade de alojamento sem reserva prévia.

 

Para que possa aumentar as suas reservas directas, deixamos algumas sugestões básicas mas eficazes que dividimos em 5 pontos básicos e depois analisamos em mais detalhe:

 

  1. Conheça o USP do seu Hotel – venda aquilo em que é mais forte!
  2. Defina uma estratégia, não ande à deriva!
  3. Faça o que está planeado, não procrastine nem se desvie!
  4. Adapte-se ao mercado em mudança, Website + Mobile + OTAs!
  5. Complete o Ciclo!

 

Vamos analisar cada ponto em detalhe: 

 

  1. Conheça o USP do seu Hotel – venda aquilo em que é mais forte!

Navegar à vista pode ser uma excelente forma de passar um fim de semana interessante, mas…não funciona quando o objectivo é orientar uma empresa para o sucesso.

Para que o sucesso aconteça de forma repetida, tem de primeiro saber porque os clientes o devem preferir a si e não a um concorrente seu.

 

 

Saiba exactamente o que o torna diferente e digno de nota no mercado:

Conheça o seu USP!

 

 

O USP ou Unique Selling Point é aquilo que o diferencia do resto da manada.

Não precisa de ser algo grandioso ou extraordinário, podem até ser alguns pontos bem simples e claros:

 

  • Uma localização especial, perto de um local importante ou muito visitado;
  • Próximidade de acessos como auto-estradas, metro, autocarros ou caminhos de ferro;
  • Boas facilidades de estacionamento em locais onde o estacionamento é escasso;
  • Quartos decorados numa temática incomum (história, cultura, desporto, etc…);
  • Conceito de unidade de alojamento associada a um material (Ecork Hotel Evora, “the first cork hotel in the world”);
  • Serviços que não são habituais entre a sua concorrência;
  • Especialização num nicho (p/ exe: Hotel especializado em receber clientes de mercado asiático);
  • Áreas complementares diferenciadas, como boas salas para reuniões e eventos, jardins amplos óptimos para cocktails, etc;
  • Associação a uma marca ou conceito específico (p/ exe: Hotel Montebelo Vista Alegre ou Hotel H2O Medical Spa);
  • Um restaurante conceituado e/ou com Chef conhecido (Hotel Casa da Calçada em Amarante, associado ao Restaurante Largo do Paço);

 

Existem muitos aspectos que tornam um local único. Mas atenção que encontrar o seu USP é apenas o princípio!

 

  1. Defina uma estratégia, não ande à deriva!

Agora que sabe qual é o seu ponto forte, é altura de pensar como tirar partido dele.

Vamos fazer um exercício de suposição sobre como é possível definir uma estratégia de marketing e comunicação para um hostel (neste caso):

 

  • Imagine que acabou de ser contratado para gerir um novo hostel na baixa de Lisboa, junto à praça da Figueira.

 

  • O dono do hostel quer dar uma nova vida a esta unidade. A solução passa por um rebranding acompanhado de investimento significativo no imóvel, para que em consequência aumente a facturação e ele obtenha mais lucro do que aquele que tem retirado.

 

  • A tendência será escolher logo um nome para associar à “nova” unidade, mas esse é um erro.

 

  • Primeiro, deve definir o USP da unidade, porque isso por sua vez irá ajudá-lo a definir o nome e até o posicionamento da unidade.

 

  • Após algum benchmarking com as unidades concorrentes e após olhar para estatisticas do turismo na cidade, sabendo que a localização é um dos principais fatores de decisão na escolha de alojamento, define que o seu USP do seu hostel é a localização na baixa Pombalina e como está localizado num edifício histórico em que a fachada está coberta de azulejos verdes, algo pouco comum na zona, também quer incluir os azulejos verdes no USP.

 

  • Faz algumas pesquisas, um mini-questionário na zona e após isso reúne com o dono da unidade de modo a decidir um novo nome para o rebranding. Escolhem Green Tile Lisbon Hostel e para mais fácil associação e branding, escolhem um azulejo verde como símbolo da unidade. O nome inglês está relacionado com a % de turistas estrangeiros que pretende receber.

  

  • Ao continuar a desenvolver o plano de acção para o Green Tile Lisbon Hostel não se pode esquecer de:
    • adquirir o seu domínio de marca (www.greentilelisbonhostel.com ou www.greentilelisbonhostel.pt),
    • proteger essa kw de marca, quando alguém pesquisa por si num motor de busca (o google é o mais importante),
    • colocar essa informação quando comunica com o seu cliente e o mercado em geral,
    • adicionar essa informação em locais que estão em contacto com o cliente (recepção, cartão/chave do quarto), amenities, etc...
    • criar redes sociais com a sua marca de modo a poder ser também encontrado e interagir com os clientes nesses canais,
    • colocar placa toponímica com indicações para o hostel,
    • tirar fotografias e se possível fazer um ou mais vídeos da unidade, tendo o cuidade de colocar a marca de água,
    • muitos mais coisas que ajudem a fortalecer a marca. 

  

  1. Faça o que está planeado, não procrastine nem se desvie!

Recorde-se que as estratégias funcionam quando são aplicadas e para isso, têm de ser conhecidas de cima a baixo por toda a gente que compõe a sua empresa. Mas não se trata simplesmente de conhecer a estratégia, a sua equipa tem de a aceitar e colocar em prática, tomando-a não como a sua estratégia, mas a estratégia da empresa onde trabalham, a estratégia deles próprios.

 

É muito importante certificar-se que esse caminho é compreendido, aceite e que está na “cabeça” de todos, desde a administração até à sra. da limpeza!

 

Não só isso, mas atribua objectivos específicos a pessoas concretas, com datas de checkpoint previamente definidas. Isso fará com que consiga dar responsabilidade ao seu staff, fá-los-á sentirem-se importantes e parte da solução, o que irá contribuir muito para a concretização do plano elaborado.

 

Para hotéis / hostels / alojamentos novos:

Se vai iniciar um negócio novo, é provável que já tenha na sua “cabeça” o caminho a seguir. Agora só tem de o passar da sua cabeça para o papel, de modo a o discutir com a sua equipa.

  • Esteja disposto a reafirmar aquilo que são os pontos chaves não negociáveis,
  • Seja flexivel o suficiente para permitir que alguns pontos se alterem de acordo com as opiniões da sua equipa,
  • Obtenha a opinião de todos na equipa e esclareça todas as dúvidas que possuam,
  • Quando tudo estiver esclarecido e a estratégia apresentada, obtenha o comprometimento individualizado de cada um dos presentes.

 

Para hotéis / hostels / alojamentos já existentes:

A mudança é simultaneamente um dos acontecimentos mais comuns e ao mesmo tempo mais conturbados e com maior oposição da história dos relacionamentos humanos. Claro que mudar de uma estratégia “antiga” para uma nova, não poderia ser diferente.

  • Esteja pronto para responder se forma prática e concisa às perguntas que a sua equipa lhe fará.
  • Mostre o caminho com esperança, mas sem falsas ilusões e expectativas.
  • Deixe bem claro, que uma boa estratégia é uma que se adapta ao que vai acontecendo, não uma que permanece imutável com o passar do tempo.
  • Antecipadamente tenha em mente alguns pontos sobre os quais existe flexibilidade de mudança, caso a sua equipa o deseje. Isto mostrará que conta com a opinião deles e que o que sugerem é tomado em conta.

 

  1. Adapte-se ao mercado em mudança, Website + Mobile + Analytics + Social Media!

Esqueça os flyers, as brochuras e a publicidade na TV. Os meios de mass media (Interruption Marketing) estão quase mortos e enterrados.

Hoje em dia, ninguém quer ser incomodado com este tipo de publicidade que muito mais que informar o cliente, interrompe o seu caminho para os chamar a atenção de algo que talvez não lhes interesse, nunca lhes interessou e nunca lhes interessará.

 

Como dizem os ingleses, “first things first”, por isso fizemos uma lista para o orientar no processo:

 

a) Arranje JÁ um website que converta. E não se esqueça do Mobile!

Esqueça lá aqueles websites tipo blogspot, wix, pai.pt ou outros semelhantes de trazer por casa. Raramente são optimizáveis e o aspecto visual e a navegabilidade não são aceitáveis. A caminho de 2016, é assim tão complicado encontrar uma empresa que lhe faça um bom site, com aspecto limpo, impactante, rápido e com know-how de design de conversão??

Ainda tem dúvidas que um bom site responsive (que se adapta a qualquer tipo de aparelho que utilize para o acede) é obrigatório?? Pense lá bem nisso…

 

b) Motor de Reservas sem Comissões!

Colegas, companheiros…ainda existe em 2015 quem pague uma comissão por reservas no seu próprio website oficial? Perca lá uma manhã do seu super precioso tempo, faça umas pesquisas, fale com outros colegas hoteleiros e descubra um bom motor de reservas que não lhe cobre comissões por reserva. Rápido!!!

 

c) Descontos ou Ofertas Exclusivas para Cliente Fidelizados

Lembra-se quando ia com a sua mãe à mercearia onde ela era freguesa e no fim, depois de pesar a fruta, a sra da mercearia coloca sempre mais qualquer coisa tipo bónus… acha que ela fazia isso por simpatia? Por muito simpática que a sra da mercearia fosse, acima de tudo, ela reconhecia a importância de um freguês (cliente fidelizado) e a necessidade de o manter satisfeito e a retornar. Pense um pouco no que isso significa para si e para o seu negócio.

Seja um desconto, uma oferta especial (por exemplo o pequeno-almoço quando só tem tarifas room-only) ou outra coisa qualquer, exclusiva, que faça o cliente sentir-se especial para si…porque é!

 

d) Conteúdo! Conteúdo! Conteúdo!

Percebeu a ideia? Conteúdo! As pessoas querem saber o que torna o seu hotel ou hostel ou apartamento diferente daquele outro que já viram. Querem saber o que se faz na sua rua, no seu bairro. Querem ouvir falar do fabuloso peixe grelhado daquele restaurante que está a 100 metros de si ou daquele tosta mista gigante com batata doce frita e salada de rúcula que é servida no bar da esquina até às 04h da manhã.

No fundo, querem garantias que não morrem de tédio se escolherem a sua unidade e não outra…

 

e) OTAS = Agências Online = Publicidade quase à borla

Ok, já sabemos que as comissões são caras, que não partilham os dados dos clientes e que se olharmos para o lado, em 3 tempos baixam o markup da nossa unidade e ficam a vender mais barato que o resto do mercado…

Mas a verdade verdadinha, é que quase ninguém o conhece, mas conhecem a Booking.com, a Home Away ou a Airbnb. É duro, mas verdade!

Já que é assim, aproveite-os!!!  Coloque a sua unidade nas OTAs que considerar mais relevantes, mantenha os preços ao mesmo nível, ou mesmo ligeiramente acima do que tem no seu website e tente depois que lhe sirvam de cartaz para que ao visitarem o seu website oficial, convertam lá e não na OTA.

 

 

  1. Complete o Ciclo!

Pensa que está tudo feito? Desengane-se. A palavra chave é ciclo PDCA ou Plan, Do, Check e Act.

Plan – Planeie

Do – Faça

Check – Analise os resultados

Act – Aja. Faça mais do mesmo ou altere para melhorar.

 

Nada nunca está feito e terminado na indústria da hotelaria. Existem novos desafios todos os dias e aquilo que hoje é uma estratégia vencedora, amanhã é o caminho certo para o abismo.

Lembre-se: P D C A

PDCA Plan Do Chech Act Cycle

 

 

Gostou do artigo? Detestou? Faça-nos saber no campo dos comentários!

 

DESTINIA.com e UBER testam parceria no Dubai, Jeddah e Riade

destinia.com logo

 

Num esforço de oferecer aos seus clientes um added value face à sua concorrência, a Destinia.com está desde Junho 2015 a testar uma parceria exclusiva com a Uber.

 

Este teste consiste em oferecer a todos os seus clientes uma viagem via Uber desde o aeroporto do Dubai no valor de AED 100 (equivalente a 25,34€ à taxa de cambio de 10.11.2015).

 

Para usufruirem desta oferta, aplicam-se algumas condições:

  • Adquirir um voo na Destinia.com de ou para o Dubai, Jeddah e Riade durante o ano civil de 2015;
  • Estar localizado no Médio Oriente, Norte de África ou de qualquer parte do mundo desde que tenha escolhido visualizar o website da Destinia em Árabe;
  • Não ser já utilizador do serviço Uber;

 

Esta parceria nasce da percepção obtida pela Destinia.com após um questionário feito a mais de 1.000 clientes durante o 2º semestre de 2014, em que uns espantosos 87% dos viajantes de língua Árabe consultados, estão interessados na utilização de serviços privados de transportes semelhantes aos que a Uber providencia.

 

Quais são os principais motivos para este interesse esmagador? O baixo custo do serviço e a facilidade de reserva.  

 

Esta associação entre a agência de viagens online Destinia e o destino do Dubai também não é nova porque já em 2014, a Destinia.com foi parceira da DTCM (Dubai Corporation for Tourism and Commerce Marketing), com objectivo de aumentar a popularidade do destino junto dos utilizadores do seu website.

Essa parceria deu bons frutos, atestados pela abertura recente de escritórios da Destinia.com no Dubai e ainda no Cairo.

 

O website da Destinia em Árabe é o www.destinia.ae e pode ler o comunicado integral da Destinia.com aqui.

 

uber logo.jpg

 

Clique aqui para saber mais da Destinia.com

Expedia compra HomeAway por 3,9 Biliões de dólares

HomeAway - aluguer de casas de férias

 

Num anúncio feito hoje (05.11.2015) ao mercado, a HomeAway – o Grupo líder mundial em aluguer de casas de férias – apresentou os seus resultados financeiros do fecho do 3º trimestre a 30.09 e mais importante, informou que aceitou a oferta de aquisição feita pela Expedia, no valor calculado de cerca de 3,9 Biliões de US dólares.

 

É claro que à semelhança da recente aquisição da Orbitz por parte da Expedia, também esta aquisição terá de aguardar a posição da Autoridade da Concorrência dos Estados Unidos, pelo que só se prevê a confirmação do acordo durante o 1º ou mesmo 2º trimestre de 2016. 

 

Já há mais de 1 ano que se anunciou oficialmente que a Expedia iria integrar inventário da HomeAway e desde essa altura, a parceria entre os dois gigantes das reservas de viagens online tornou-se cada vez mais forte até chegar a este clímax.

 

Com este passo, a Expedia passa a aceder a um dos maiores portfólios de casas de férias, apartamentos e unidades de alojamento semelhantes, sendo que esta aquisição contempla várias marcas, todas pertencentes ao Grupo da HomeAway:

 

  • Abritel (mercado FR),
  • HomeAway (global),
  • FeWo-direkt (mercado DE),
  • Alugue Temporada (mercado BR),
  • Bookabach (mercado global),
  • VRBO (mercado US),
  • Vacation Rentals (mercado global),
  • OwnersDirect (mercado UK)
  • Stayz (mercado AU);
  • Travelmob (mercado Asiático)
  • Top Rural (mercado Ibérico)

 

Muitos consideram que esta é uma tentativa da Expedia Inc de capitalizar a cada vez maior projecção deste "novo" mercado, bem como a crescente notoriedade e utilização da rival Airbnb e que por isso mesmo, é previsível que sejam feitos fortes investimentos na HomeAway para a fazer competir nos destinos citadinos onde a Airbnb é claramente mais reconhecida e utilizada.

airbnb aluguer de alojamento local

Notícias excitantes e indiciadoras de mais uma revolução na industria das viagens, particularmente na forma como é feita a distribuição e reserva online de novos conceitos de alojamento.

 

E o leitor, o que acha?

Deixe-nos a sua opinião!

 

Fontes: Yahoo Finance, HomeAway e VentureBeat