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Hotelaria e Turismo PT

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Como a tecnologia de Beacons pode ajudar o Turismo e a Hotelaria

Hoje vamos falar sobre tecnologia associada ao Turismo e Hotelaria!

 

Para começar uma nota:

 

tecnologia de beacons não é recente, apesar de ser quase desconhecida em Portugal e pouco utilizada na Europa. O nosso objectivo é dar a conhecer esta tecnologia porque a achamos útil e especialmente devido às suas multifacetadas utilizações na Indústria do Turismo e Hotelaria.

Para isso, vamos começar pelas bases:

 

beacons.jpg

 

Fonte: Estimote.com  

 

 

O que são Beacons

 

São transmissores ou dispositivos emissores Bluetooth de baixa potência que comunicam com os smartphones presentes num raio predefinido, geralmente de 70 metros, apesar de ser possivel tornar o sinal mais forte e cobrir áreas superiores a 1.000 metros de perímetro.

 

 

Como funciona um Beacon

 

Estes aparelhos de comunicação, normalmente mais vistos na industria do retalho (os in-store beacons são cada vez mais comuns) tem cada vez mais aplicação em diversas industrias de serviços, especialmente as que lidam com grandes audiências como o turismo e hotelaria, educação e até mesmo no desporto.

 

Funcionam através de um push ou emissão de dados feito através de tecnologia Bluetooth e que deverá ter correspondência numa aplicação instalada num smartphone dentro da área coberta; é possivel enviar texto (pequenas mensagens, informações sobre produtos ou serviços, proximidade de lojas, promoções ou outros) ou de media (anúncios, imagens, coupons de desconto).

 

São extremamente precisos e relevantes porque apenas estão disponíveis num determinado perímetro ou raio da loja a que se destinam.  

 

 

Para que servem os Beacons

 

Para comunicar, mas não só. Como permitem reconhecer individualmente terminais e aplicações (smartphones e apps), também se utilizam para recolha de dados, contabilização, entre outras variadas aplicações.  

 

Neste caso, vamos falar  mais concretamente da sua aplicabilidade à Indústria do Turismo e Hotelaria.

 

Baseado na localização do cliente, é possível enviar diferentes mensagens.

 

Hotéis, Restaurantes e Atrações

  • Prospeção. Na proximidade do hotel ou local de evento, é possível enviar a passantes uma mensagem de exploração, como um convite com mais informações ou até mesmo um vale de desconto para a prospecção de novos clientes;

 

  • Fidelização. Como estes beacons acedem a dados dos utilizadores, é possível reconhecer clientes já fidelizados (existentes em base de dados) e redifinir uma mensagem diferente para eles;

 

  • Automatização. Em muitos casos e para serviços de alojamento, é possível automatizar check-ins. Algo muito interessante e útil em unidades de alojamento que não dispõem de um serviço de recepção (a tempo inteiro ou parcial);

 

  • Personalização. Se sabe quem o seu cliente é, facilmente pode personalizar o seu serviço ou encaminhá-lo para o produto mais adequado às necessidades, interesses e perfil dele.

 

  • Customer delight. É um excelente complemento para ações de “customer delight” porque permite ao negócio surpreender o cliente (especialmente clientes fidelizados) com algo que ele realmente valorize. Seja cumprimentar o cliente por nome, reservar uma mesa preferencial no caso de um restaurante ou um disponibilizar um tipo específico de de almofada no caso de um hotel ou hostel. Tudo isto sem que o cliente diga seja o que for e por vezes, antes mesmo que ele entre na loja/restaurante/unidade;

 

  • Informação. Outra excelente utilização é enviar informação detalhada de tempos de espera e lugares disponíveis dentro de um restaurante;

 

  • Acesso. É possível facilitar o acesso a determinadas áreas reservadas, simplesmente por registar o smartphone do hóspede como válido para aceder a essas áreas. Este tipo de funcionalidades é muito útil para serviços e áreas vedadas e exclusivas a membros ou clientes reconhecidos;

 

  • Serviço. Facilita o serviço de concierge virtual. É possível abordar o cliente virtualmente e disponibilizar todo o tempo de serviços que lhe possam interessar, com base em históricos de utilização ou simplesmente com base no que está disponível naquele momento.

 

  • Sistema de guia turístico. É muito fácil definir um sistema virtual de guia turístico para visita a pontos específicos dentro de um hotel ou mesmo numa atração turística, de modo a guiar os visitantes e ao mesmo tempo fornecer informações relevantes. À medida que foi percorrendo os locais sugeridos e aproximando-se de outro beacon, novos dados vão sendo enviados.

 

  • Engagement. É possível definir o beacon para actuar apenas quando existe uma aplicação instalada num smartphone. A vantagem é que é possivel interagir com essa aplicação que o utilizador já conhece e em que confia, passando essa confiança ao emissor do beacon; Exemplos práticos: o utilizador tem a app Santander Totta instalada. O hotel tem um acordo com o Santander Totta, em que oferece um voucher de 10€ para um consumo mínimo de 50€ no seu restaurante. O utilizador ao se aproximar do hotel, recebe uma pequena notificação com essa informação, aceita o “convite” e consome no restaurante.

 

  • Reviews / Comentários. É possível solicitar reviews de serviço ou produto através do envio de uma simples mensagem com um link associado. Como o cliente se encontra muito perto do local, a taxa de interação pode subir.

 

 

As desvantagens dos Beacons

 

Muitas das aplicabilidades acima podem ser utilizadas em serviços e áreas como aeroportos, centros comerciais, localidades, centros históricos, grandes empresas, etc etc etc.

 

Os usos são quase infinitos e aqui reside também um dos maiores problemas da utilização de beacons. A sua utilização é intrusiva porque raramente é solicitada. Se esta utilização for massificada, rapidamente teremos uma crescente massa de pessoas que não serão apenas indiferentes mas pior: muitos tornar-se-ão resilientes ao uso de beacons.

 

Outra das desvantagens dos beacons está relacionada com a obrigatoriedade de ter uma aplicação associada e reconhecida pelo beacon. Não existindo uma aplicação destas, seria o mesmo que fazer chamadas para um número de telefone que depois não poderia ser atendido.

 

A efectividade da abordagem através desta tecnologia (acontece com todas as tecnologias mais recentes) tem ainda de ser comprovada e estudada para se estabelecer um padrão de conversão fiável. O tempo encarregar-se-á disso mesmo.

 

 

As vantages dos Beacons

 

A solução foi encontrada pela revista ELLE que em parceria com marcas reconhecidas no mundo da moda – Levi’s, GUESS ou a Barnes & Noble – criou para o Outono/Inverno de 2015 um programa chamado “Shop Now”. Este programa dava ao utilizador diversas sugestões sobre como combinar e onde encontrar nas suas proximidades as melhores roupas para a estação Outono / Inverno 2015.

 

Utilizaram as appsShopAdvisor e “RetailMeNot” para promover o programa e finalmente, sempre que um ou uma utilizador(a) com uma destas aplicações instaladas no Smartphone se aproximava a pelom moenos uma milha ou 1,6 km das lojas participantes, era enviada uma mensagem a associar a loja ao programa “ShopNow” e à própria aplicação.

 

Quais foram os resultados?

 

Nas primeiras 5 semanas desta iniciativa, a taxa de abertura (open rate) foi 15x superior à taxa de abertura média da publicidade mobile (0,8-1,0%) e as visitas às lojas aderentes foram cerca de 100x superiores, isto de acordo com os parceiros do projecto.

 

Resultados práticos de 500.000 visitas às lojas em 5 semanas ou 100.000 por semana, concretizadas com a utilização dos beacons.

 

De acordo ainda com um estudo feito nos EUA pela Delloite, as mensagens via beacon durante 2014 tiveram uma taxa de abertura de 1,0% e daqueles que abriram as mensagens, aproximadamente 20% foram à loja. Isso dá uma taxa de conversão de visita à loja de 0,25%.

Tomando como correto este estudo, em média são necessários 400 passantes para 1 visita de loja, o que não parece ser uma taxa de conversão muito alta.

ligacoes beacons.jpgFonte: Pixabay

 

 

 

Para finalizar a conversa

 

Esta tecnologia, como dito no início, está ainda a dar os primeiros passos em Portugal e por isso não temos muitas informações no terreno. O que é claro como a água é que uma parte importante da vida nos nossos clientes roda à volta dos seus dispositivos móveis e por isso mesmo, cada vez serão mais as ferramentas que nos vão permitir conectar-nos com eles.

 

Se entretanto alguns de vós tiverem mais dados, já sabem, comentem e partilhem com a comunidade!

 

 

Um abraço,

João

 

 

PS - Para quem considerar interessante ler, deixamos aqui o estudo Delloite-consumer-review-digital-predictions-2015.pdf

 

Fontes: Beaconstac, Digiday e Delloite.

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