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Reservas Online Fraudulentas – existem milhões por ano, segundo a AHLA e a GfK

A AHLA (American Hotel & Lodging Association ou Associação Americana de Hotelaria e Alojamento) fez um estudo recente ao panorama das reservas onlines nos EUA e afirma que:

 

Só nos Estados Unidos, cerca de 15 milhões de reservas online equivalentes a mais de $1,3 Bn anuais são reservas fraudulentas, causadas por websites afiliados (websites espelho) desonestos e enganadores.

 

Este estudo foi efectuado pela GfK, uma empresa de estudos de mercado de origem alemã (a maior da Alemanha e a 5ª maior do mundo), e apesar de ser necessário ler esta opinião com algum distanciamento devido aos interesses existentes por parte da AHLA, que obviamente deseja que mais reservas sejam feitas via canal directo junto dos seus associados, a verdade é que existem alguns reais fundamentos! 

 

Ainda segundo a AHLA, estes 15 milhões de reservas online traduzem-se em mais de $1,3 Bilhões em receitas “canalizadas para reservas más” a cada ano.

A definição de “afiliados desonestos e enganadores” está principalmente direcionada a afiliados de agências de viagens online (OTAs) que se fazem passar pelos sites oficiais de reservas de hotéis, comumente chamados de websites espelho porque imitam o website oficial e levam o cliente a pensar que se encontra no website original do alojamento que deseja reservar.

 

Exemplos de websites espelho ou websites afiliados que se fazem passar pelo site oficial do Hotel:

 

CentralR.com - continuam a utilizar domínios que leva o cliente final a pensar que está a reservar directamente no site oficial do cliente. Através de técnicas de SEO posicionam esses websites de forma a que numa pesquisa por nome, o cliente pense que está a entrar directamente no site do hotel escolhido. Posteriormente solicitam uma comissão ao hotel que ronda os 15-20%.


Exemplo CentralR: http://www.euroqueenshotel.com/  
Ao pesquisar pelo Hotel Euro Queens este o website posicionado em 1º lugar nos resultados orgânicos do Google, levando-nos a crer que é efectivamente o website do hotel…mas não é! Pertence à CentralR.

 

 

Strawberry World – ficaram famosos em Portugal porque até à data da sua falência, eram um dos principais “parceiros” de muitos dos principais grupos hoteleiros em Portugal como os Hotéis Pestana, Hotéis Real e Hotéis Tivoli. Apesar de terem entrado em falência, ainda continuam a operar em Portugal através de uma outra entidade e continuam a manter os guias de viagem que em conjunto com técnicas SEO de blackhat lhes permite aumentar muito o posicionamento dos seus websites afiliados.

Exemplo Strawberry World: http://www.realbellavistahotel.com  
Ao pesquisar por Real Bellavista que é o nome do hotel e uma pesquisa lógica para quem já o conhece e deseja reservar, este “website afiliado” aparece em 2º lugar para pesquisas no GooglePT. Apesar de o Grupo Hotéis Real ter recentemente conseguido inverter o posicionamento do seu website através de uma nova estratégia digital, esta não é uma guerra fácil e estima-se que a Strawberry recolha largas centenas de milhares de euros por ano em Reservas que de outra forma iriam parar directamente (sem comissão) ao Grupo Real.

 

De forma similar, o BessaHotel Liberdade além do seu website oficial que é o www.bessahotel.com, tem também outro “site semi-oficial” o http://lisboahotelbessa.com/ que aparece posicionado na 1ª página do Google para várias pesquisas por marca.

 

Voltando de novo ao estudo da GfK: segundo os mais de 1000 inquiridos, aproximadamente 6% tinha reservado nestes sites afiliados com a convição de que estaria a reservar no site oficial do hotel.

 

Continuando no seu argumento de que as reservas através deste tipo de intermediários traz mais problemas e dores de cabeça do que pontos positivos, a AHLA continua a destacar outros pontos do estudo da GfK:


• 17% dos websites afiliados cobraram taxas inesperadas ou escondidas;
• 15% dos websites afiliados não associaram os pontos de lealdade devidos pela reserva;
• 14% dos websites afiliados cobraram uma taxa de reserva adicional;
• 14% dos websites afiliados não devolveram dinheiro da reserva após cancelamentos (legítimos);
• 9% dos websites afiliados tiveram reservas perdidas ou canceladas;
• 3% dos websites afiliados incorreram em roubo dados privados ou pior ainda, roubo de identidade;

 

A própria AHLA esqueceu-se de mencionar um ponto ainda mais importante: 

 

Existe um lado mais negro com estes websites que se fazem passar pelos websites oficiais dos hoteis:

• Eles nem sempre trabalham directamente com os hotéi, por vezes trabalham com OTAs logo o controle por parte dos hotéis é ainda menor;

• Pior ainda, para alguns websites o objectivo nem sequer é canalizar reservas do site oficial, mas sim enganar o cliente e retirar-lhe dados importantes como o seu cartão de crédito ou mesmo aceitar o dinheiro do cliente final e depois encerrar o website e fugir!

 

Conclusão?
Não permita que o seu website oficial seja espelhado, duplicado, copiado ou imitado por qualquer entidade estranha. Mantenha um olhar atento ao posicionamento do seu website e aos resultados que aparecem nos motores de busca, especialmente no Google, quando se pesquisa pelo seu nome directamente.

 

Comentários: O que acha deste ponto de vista? Concorda que a existência de um site espelho bem posicionado para pesquisas pela sua marca é algo negativo? Será que este tipo de parceiros pode acrescentar revenue incremental aos hotéis, ou apenas desviam clientes que já pretendiam reservar directamente consigo?

 

reservas online fraudulentas.jpg

 

Fontes: www.tnooz.com e www.ahla.com 

Notas: para conhecer mais sobre a Strawberry World, veja aqui. Para saber mais sobre a CentralR, veja aqui.